Doenças

Por que é tão importante falar sobre Depressão em Idosos?

A depressão não escolhe faixa etária. Em idosos, especificamente, tem se tornado um sério problema de saúde pública, capaz de levar ao sofrimento desnecessário, déficit nas funções do dia a dia, e até mesmo aumento da mortalidade.

Temos que ficar de olho em nossos idosos já que é nesta fase da vida que podem ocorrer muitos eventos desencadeantes: novo status social, aposentadoria, diminuição da renda mensal, maior dependência, perdas físicas, sociais e cognitivas secundárias a doenças, luto, etc.

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Van Gogh

“Na depressão, a falta de significado de cada empreendimento e de cada emoção, a falta de significado da própria vida se tornam evidentes. O único sentimento que resta nesse estado despido de amor é a insignificância.”

– Andrew Solomon em “O Demônio do Meio-Dia, Uma Anatomia da Depressão”

A prevalência de idosos vivendo com depressão na comunidade varia de 4,8-14,6%. Em idosos hospitalizados ou institucionalizados esse número pode chegar a 22%.

Trazer este tema à tona é ainda mais importante quando falamos das consequências deste estado: diminuição de memória, da capacidade de realizar atividades do dia a dia, da funcionalidade e da autonomia.

Depressão é a causa mais importante de anos de vida (vividos) com incapacidade, independente de idade ou sexo. Em idosos pode levar à má aderência ao tratamento, dieta inadequada, sedentarismo e isolamento social. Além de ser fator de risco para morte cardiovascular, quedas e suicídio, piora o prognóstico de pacientes que sofreram infarto ou AVC.

O diagnóstico é difícil porque muitas vezes os sintomas são atribuídos erroneamente ao processo de envelhecimento, limitações físicas, outras doenças, demência, luto, etc. Os idosos tendem a apresentar mais sintomas como: transtornos do sono, fadiga, cansaço, lentidão, diminuir interesse pela vida, desesperança e alteração de memória.

Devemos ficar atentos a estes sinais e falar sobre eles em consultas médicas. O tratamento é fundamental e capaz de aumentar a qualidade de vida destes pacientes.

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Edvard Munch

Um fato entristecedor: idosos representam uma porcentagem importante dentre as vítimas de suicídio: apesar de tentarem o suicídio menos frequentemente, são mais “bem sucedidos”. A maioria das vítimas estavam no primeiro episódio depressivo e tinham ido ao médico no último mês de vida.

 

 

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